Tejiendo conocimientos en redes informales: Procesos Educativos y Reuniones del Frente Feminista “Marielle Vive”
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Resumen
Este artigo analisa os processos educativos constituídos nas práticas sociais da Frente Feminista Marielle Vive (FFMV), coletivo formado majoritariamente por mulheres dos municípios de Americana e Santa Bárbara d'Oeste (SP), durante o contexto da pandemia de COVID-19. A pesquisa, de abordagem qualitativa, fundamentou-se na inserção dos pesquisadores em reuniões virtuais e no acompanhamento das interações do coletivo em seus espaços digitais, tendo os diários de campo como principal instrumento de produção dos dados. A análise, ancorada na perspectiva dos processos educativos em práticas sociais e na pedagogia freireana, buscou compreender como as experiências compartilhadas entre as participantes produzem aprendizagens, formas de organização coletiva e estratégias de enfrentamento às desigualdades de gênero. Os resultados evidenciam que a FFMV se constitui como uma rede de apoio informal cuja atuação ultrapassa o acolhimento, configurando-se como espaço de formação política, produção coletiva de conhecimentos, fortalecimento de vínculos de solidariedade e construção de ações voltadas ao enfrentamento das violências contra as mulheres. Além disso, destacam-se a diversidade de experiências das participantes, as tensões inerentes aos processos democráticos de organização coletiva e o papel das lideranças na mobilização e sustentação das ações desenvolvidas pelo grupo.
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